Descubra lendo este artigo!

O câncer de mama é uma doença bastante comum e que afeta a vida de milhares de pessoas ao redor do mundo. De acordo com os dados mais atuais do INCA, o câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres brasileiras, depois vêm o câncer colorretal e colo do útero. 

Alguns fatores estão associados ao desenvolvimento da doença, entre eles a idade, que é um dos mais relevantes, já que cerca de quatro a cada cinco casos ocorrem após os 50 anos; obesidade ou sobrepeso, principalmente após a menopausa; sedentarismo; consumo de bebida alcóolica e histórico de câncer na família.

Desta forma, o controle dos fatores de risco e o diagnóstico precoce estão entre as principais atitudes para reduzir a mortalidade causada pela doença. O diagnóstico, quando realizado cedo, aumenta as chances de cura do câncer de mama, chegando a 95%, pois abre mais possibilidades de tratamento. 

Mas, para que o diagnóstico precoce seja realizado, as mulheres precisam conhecer melhor o seu corpo e sempre se manterem atentas a qualquer alteração nas mamas. Percebeu alguma anormalidade? Consulte-se o quanto antes com um médico especialista. 

Também é importante destacar que os exames de rotina precisam, de fato, virar rotina! Por isso, consultar-se periodicamente com um médico, mesmo que não tenha notado nada anormal, e realizar os exames solicitados por ele, são atitudes indispensáveis. 

A mamografia de rastreamento, por exemplo, é recomendada a cada dois anos para mulheres após os 50 anos de idade, sem fatores de risco, sinais e sintomas do câncer de mama. Mas, muitos médicos solicitam o exame após os 40 anos e anualmente, dependendo do caso. 

Hoje ainda contamos com novidades como termografia que através da análise de calor pode gerar dados adicionais interessantes ao diagnóstico do câncer de mama. 

Hábitos Saudáveis como Prevenção

Como sempre digo, mesmo falando do diagnóstico precoce acima, acredito que a prevenção ainda é o melhor remédio para qualquer doença. Portanto, estimulo e defendo a ideia de que levar uma vida saudável deve começar desde cedo e manter-se constante, porque promove tanto qualidade de vida, bem-estar físico e mental, como também evita o desenvolvimento de diversas doenças, entre elas o câncer de mama. 

Diversos estudos e o próprio INCA reforçam que a adoção de hábitos mais saudáveis pode diminuir o risco de uma mulher desenvolver o câncer de mama em até 28%. Aqui vale lembrar que condutas mais inflamatórias, principalmente relacionadas à dieta, inatividade física e estresse estão entre os maiores gatilhos. Portanto, os principais hábitos a se considerar são:

-Alimentação saudável (inclua mais vegetais coloridos, reduza produtos animais e tente eliminar processados e ultraprocessados);

-Prática regular de atividades físicas;

-Não fumar e reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas;

-Manter um peso corporal adequado;

-Realizar uma reposição hormonal consciente. 

E é sobre realizar uma reposição hormonal consciente e bem feita que eu gostaria de abordar detalhadamente neste artigo. Portanto, continue lendo para entender melhor os riscos e os benefícios desse tratamento. 

Reposição Hormonal

Com o avanço da medicina, a conscientização massiva de um estilo de vida mais saudável e o uso mais recorrente da TRH (Terapia de Reposição Hormonal) ou TMH (Terapia de Modulação Hormonal), o período da menopausa que, antes era ainda mais incômodo, passou a ser administrado e controlado. Todos esses fatores hoje contribuem para que as mulheres tenham mais qualidade de vida, saúde e bem-estar. 

Mas, desde a descoberta dos benefícios da reposição/modulação, muito também se fala sobre os riscos, dosagens e modulação consciente. E quando o assunto é: “possíveis riscos relacionados à terapia hormonal” não poderia deixar de lado a relação que, normalmente, é feita com o câncer de mama.

Um estudo (meta-análise) publicado no Lancet, uma das revistas mais respeitadas, incluindo 100.000 mulheres, indica que fazer reposição aumentou o risco de câncer de mama em até 26%. 

Esse foi um dos estudos que levantou questões importantes antes de decidir realmente pela modulação, tais como: manuseio dos sintomas causados pela menopausa, qualidade de vida e avaliação minuciosa sobre o risco-benefício da terapia hormonal para a paciente de forma personalizada.

Desta forma, devo dizer que SIM, sou a favor da modulação hormonal consciente e bem feita, pois assim como nesta meta-análise, é importante destacar que, caso os sintomas sejam severos e não existam contraindicações claras à terapia, muitos benefícios podem vir associados à terapia e ajudar na prevenção de outros vários problemas inclusive. Paralelamente, a paciente deve ser acompanhada de forma  regular pelos seus médicos e realizar exames de rotina.

Benefícios da modulação hormonal consciente

Um outro trabalho publicado ano passado na New England Journal of Medicine, outra revista muito respeitada, revisita as indicações, dosagens e alternativas não hormonais para tratamento dos sintomas relacionados à menopausa. Segundo o consenso geral contido no trabalho, o “estrogênio com ou sem progesterona deve ser prescrito respeitando a menor dose efetiva possível pelo menor tempo necessário à paciente”.

O tratamento é realizado por via oral ou transdérmica (adesivos sobre a pele ou gel), porém pode ser também por via vaginal, principalmente com a finalidade de aliviar sintomas locais de ressecamento e desconforto durante as relações sexuais. Hoje fala-se muito do uso de hormônios bioidênticos que, teoricamente, se aproximam mais dos hormônios próprios do organismo. 

Independente da forma de uso, a reposição/modulação está relacionada à diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares, cerebrais e osteoporose, já que melhora a quantidade do cálcio no esqueleto e age beneficamente nos níveis do colesterol bom (HDL).

Durante a menopausa, muitas mulheres também desenvolvem ansiedade ou depressão. A modulação também ajuda a melhorar o humor e a diminuir esses sintomas.

Mulheres perimenopáusicas e pós-menopáusicas costumam sofrer com alterações no sono e terríveis ondas de calor (dia e à noite), que interferem principalmente na hora de dormir, causando suores noturnos. A reposição hormonal costuma ser muito eficaz nesses casos, melhorando o sono e aliviando as ondas de calor, os populares “fogachos”. 

Agora que você já conhece todas essas informações e está passando pela menopausa, lembre-se que o primeiro passo é: adotar um estilo de vida mais saudável. Segundo: consultar-se com um profissional da sua confiança e que tenha uma visão 360 graus. Dessa forma, analisando toda a sua história clínica, características e hábitos, poderá saber se a TRH é adequada ou não para você. 

Não deixe de compartilhar esse conteúdo com outras mulheres que estão passando pela mesma fase que você e que ainda têm dúvidas sobre os riscos do câncer de mama e a relação hormonal com essa história. 

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