Prevenção
é a melhor forma de tratamento.

Medicina do Estilo de Vida é o reforço do que bem conhecemos, de que estudos apontam que 80% das doenças crônicas não transmissíveis podem ter caminho mudado e melhores resultados no tratamento se os hábitos do paciente forem alterados.

Meu objetivo enquanto profissional de saúde, desde a época da faculdade, era trabalhar com prevenção.
O meu “romantismo” pela Medicina foi muito maior no começo da Faculdade. Ali, discutimos bem mais a medicina preventiva e os alunos são bem mais férteis ao tema. Só que no duro andar da faculdade os profissionais de saúde em formação começam a se direcionar apenas para doenças e tratamentos. Aprendi que quanto mais você caminha para um ponto específico, mais focada fica sua visão. Logo, menos periférica, que é o princípio 360º da Medicina de Estilo de Vida.

Comecei a procurar dentro e fora do Brasil o que vinha sendo feito em relação a prevenção.
No final dos anos 1990 fui fazer uma pós graduação em Cardiologia na Duke University, na Carolina do Norte. Lá, para minha plena satisfação, começou a ser formado um dos primeiros centros de Medicina Integrativa nos Estados Unidos.

Anos mais tarde fui para Harvard, na também norte-americana Cambridge, em Massachusetts e entrei para o grupo de Medicina Mente e Corpo (vizinha da Medicina de Estilo de Vida). Também passei acompanhar os passos dos líderes da chamada Medicina Funcional, que hoje está dentro da Cleveland Clinic, sempre com objetivo de expandir minha consciência para um olhar global do ser humano.
O que me chamou muito a atenção foi constatar que uma instituição como Harvard, uma das mais científicas, estar discutindo acaloradamente medicina e espiritualidade, por exemplo. Eles discutiam meditação e como um caminhar meditativo no meio do dia poderia ser favorável à sua saúde, dentro do espectro mente sã ajuda um corpo a ser são.

Desde então coloco em prática a teoria em que acredito, de não tentar simplesmente entender se um coração é saudável ou doente, mas as interrelações dele com os outros órgãos, com todo o sistema e também as interferências externas ao corpo. Se puder resumir, seria enxergar o ser humano não apenas como um órgão, mas compreender a funcionalidade do organismo e todas as suas interações.

Foi então que trouxe para o Brasil esse movimento em saúde como pioneiro e fundei a primeira Associação em Medicina do Estilo de Vida no Brasil, estando como representante do Board e da Liga Mundial desde então.
Quando abrimos o espectro assim, a promoção e intercâmbio de conhecimento não se restringe a um universo só de médicos. Temos nos debates o enfermeiro, o psicólogo, o dentista, o nutricionista, o farmacêutico, o bioquímico, o educador físico e outras variedades de equipe multidisciplinar para atuarmos integralmente no indíviduo e no meio em que ele vive.

Se quer mais uma lista ilustratória de princípios dessa visão moderna em Saúde e que rege a Medicina de Estilo de Vida, fique com o caminho do 4 P(s). Ela é Preventiva, Preditiva, Participativa e Personalizada. Espero que sigam esse caminho e tenham conosco informações seguras e cheias de saúde para um mundo melhor. Saúde à todos!